Essencial para o sucesso do negócio, o gerente merece bem mais investimentos em sua formação. Saiba como cada parte do corpo desse profissional influencia a eficiência de seu trabalho. E conheça o caso da rede Asun que tem um processo de treinamento exemplar
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Qual a função de um gerente de Recursos Humanos?
Qual o salário médio para os gerentes de supermercado na região Sul do País?
Quais são as atribuições de um gerente de loja?
Se há uma coisa que ninguém tem dúvida é sobre a importância do gerente de loja nos resultados do negócio. É na execução do dia a dia que o consumidor enxerga as virtudes e os tropeços do supermercado. É na limpeza e organização da unidade, na qualidade dos produtos e sua disponibilidade nas prateleiras, na exposição adequada e no bom atendimento que se constrói ou destrói toda uma estratégia. "Um gerente acomodado, desatento ou mal preparado leva sua unidade a um desempenho ruim, prejudicando os resultados finais da empresa", reforça Newton Júnior, consultor do Instituto Áquila, empresa que oferece soluções e treinamentos de gestão ao varejo.O especialista afirma que o gerente não é um robô cumpridor de tarefas, mas um profissional que deve usar sua criatividade e iniciativa para tomar decisões certeiras e rápidas. Ele tem de reunir um conjunto de habilidades intelectuais e emocionais que devem ser buscadas no recrutamento e seleção do profissional, por meio de testes psicológicos e outras ferramentas. Mas isso não é tudo. Formar, treinar, orientar e dar feedbacks frequentes também é essencial. Newton Júnior identifica três grandes pilares para conduzir o treinamento do profissional. O primeiro é conhecimento técnico, que envolve as questões da loja, como a reposição de produtos, os processos inerentes ao açougue, padaria, depósito, etc. O segundo pilar diz respeito ao treinamento de liderança. O gerente deve saber orientar sua equipe, acompanhá-la e motivá-la. E tem de saber lidar com as diferenças de perfil para extrair de cada funcionário o melhor de suas habilidades. Já o terceiro pilar é o treinamento em gestão, para preparar o profissional a produzir e interpretar as informações da loja. É exatamente isso o que faz a rede Asun, com 19 lojas no Rio Grande do Sul. Há 15 anos, a empresa criou um programa de formação de gerentes, que envolve profissionais de fora e funcionários da casa que mais se destacam em suas funções. A cada ano, em média cinco novos gerentes são formados como "trainee", denominação dada aos participantes que completam o programa.
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Quais são as atribuições de um gerente de loja?
Se há uma coisa que ninguém tem dúvida é sobre a importância do gerente de loja nos resultados do negócio. É na execução do dia a dia que o consumidor enxerga as virtudes e os tropeços do supermercado. É na limpeza e organização da unidade, na qualidade dos produtos e sua disponibilidade nas prateleiras, na exposição adequada e no bom atendimento que se constrói ou destrói toda uma estratégia. "Um gerente acomodado, desatento ou mal preparado leva sua unidade a um desempenho ruim, prejudicando os resultados finais da empresa", reforça Newton Júnior, consultor do Instituto Áquila, empresa que oferece soluções e treinamentos de gestão ao varejo.O especialista afirma que o gerente não é um robô cumpridor de tarefas, mas um profissional que deve usar sua criatividade e iniciativa para tomar decisões certeiras e rápidas. Ele tem de reunir um conjunto de habilidades intelectuais e emocionais que devem ser buscadas no recrutamento e seleção do profissional, por meio de testes psicológicos e outras ferramentas. Mas isso não é tudo. Formar, treinar, orientar e dar feedbacks frequentes também é essencial. Newton Júnior identifica três grandes pilares para conduzir o treinamento do profissional. O primeiro é conhecimento técnico, que envolve as questões da loja, como a reposição de produtos, os processos inerentes ao açougue, padaria, depósito, etc. O segundo pilar diz respeito ao treinamento de liderança. O gerente deve saber orientar sua equipe, acompanhá-la e motivá-la. E tem de saber lidar com as diferenças de perfil para extrair de cada funcionário o melhor de suas habilidades. Já o terceiro pilar é o treinamento em gestão, para preparar o profissional a produzir e interpretar as informações da loja. É exatamente isso o que faz a rede Asun, com 19 lojas no Rio Grande do Sul. Há 15 anos, a empresa criou um programa de formação de gerentes, que envolve profissionais de fora e funcionários da casa que mais se destacam em suas funções. A cada ano, em média cinco novos gerentes são formados como "trainee", denominação dada aos participantes que completam o programa.
» Cérebro
Um dos alvos de um bom treinamento é estimular o funcionário a desenvolver raciocínio lógico e aptidões capazes de garantir um bom manejo de indicadores essenciais para o sucesso do negócio: números de vendas, margem, índices de ruptura e de perdas
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» Olhos
Treinar o "olhar" também é importante. Um bom gerente não pode se deter no genérico. Precisa enxergar o detalhe para identificar rapidamente o que deve ser corrigido
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» Coração
O equilíbrio emocional também deve ser estimulado. O gerente precisa contar com suporte para lidar com a carga pesada de trabalho, marcada por inúmeras obrigações e pressões de todos os lados. O gerente costuma ser o 'saco de pancadas' e isso deve ser evitado
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No treinamento de seis meses, os candidatos passam por todas as áreas do supermercado: matriz, frente de caixa, recebimento e departamentos mais complicados, como mercearia, hortifrútis e resfriados. "Os funcionários da casa recebem o mesmo treinamento, porém durante apenas três meses, pois já conhecem vários processos", comenta Jurandir dos Santos, supervisor-geral das lojas da rede e responsável pelo programa.
Durante todo o tempo, o trainee tem o acompanhamento do gerente titular da loja. Finalizado o processo, ele fica como subgerente, e, na prática, cada loja do Asun passa a ter dois responsáveis. Assim, o risco de erros diminui significativamente.
Essa política tem contribuído para os bons resultados da empresa. De 2007 a 2012, o Asun dobrou sua receita e, segundo o ranking de SM, foi a rede da região Sul que teve maior crescimento real no faturamento em 2012, cerca de 27%. O bom desempenho também já valeu à empresa premiações
da Associação Gaúcha de Supermercados nos últimos três anos. “O papel dos gerentes no crescimento das vendas é evidente, pois dele partem as iniciativas capazes de atrair e fidelizar os clientes”, explica Santos. Mas o dado mais impressionante é o turnover entre os gerentes – próximo de zero, enquanto nos outros cargos chega a 9% ao mês. Em tempos de mão de obra volátil e lojas instáveis, os ganhos do Asun mostram que treinar gerentes de loja não é um custo, mas um bom investimento.
da Associação Gaúcha de Supermercados nos últimos três anos. “O papel dos gerentes no crescimento das vendas é evidente, pois dele partem as iniciativas capazes de atrair e fidelizar os clientes”, explica Santos. Mas o dado mais impressionante é o turnover entre os gerentes – próximo de zero, enquanto nos outros cargos chega a 9% ao mês. Em tempos de mão de obra volátil e lojas instáveis, os ganhos do Asun mostram que treinar gerentes de loja não é um custo, mas um bom investimento.
» Ouvidos
Ouvir, ouvir e ouvir. Esse é um dos sentidos que precisam ser trabalhados com intensidade. Gerente que não ouve a equipe e o shopper não é capaz de propor soluções para problemas, pontos de melhoria e novos processos e serviços
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» Boca
Como líder, o gerente tem de ter uma boa capacidade de comunicação. Seja para expressar claramente o que deseja (muitas vezes as ordens não são cumpridas por não serem bem formuladas), seja para motivar os funcionários. A boa comunicação também é essencial no trato com o cliente
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» Mãos
"Colocar a mão na massa" se aplica bem ao gerente de loja. Mesmo supervisionando e orientando bem sua equipe, ele não pode deixar de ajustar uma exposição, retirar produtos vencidos da prateleira, ajudar no atendimento em dias de muito movimento. Ele deve ajudar e dar o exemplo
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» Pernas
Gerente preguiçoso e sem disposição não tem futuro. O profissional precisa ser orientado sobre a necessidade de passear pela loja várias vezes ao dia – do caixa aos bastidores –, para controlar a operação e agir quando necessário
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